laís sentou-se no sofá, ao lado da cômoda, ajeitou o corpo e apoiou as costas na almofada
espalhou alguns de seus versos favoritos pelo chão
e pegou a primeira letra do segundo parágrafo de cinco deles: FRIDA
na manhã seguinte, reuniu alguns biscoitos e uma garrafa d'água,
colocou Frida em cima de uma cadeira, olhando diretamente para ela
enquanto arrumava algumas coisas dentro da mochila.
depois, trancou a porta da frente, carregou a pequena boneca nos braços
por causa da escada e do cachorro do vizinho
levou-a para caminhar nos trilhos do trem, que ficava próximo a cada de rômulo
prendeu frida agarrada em sua mochila, antiga companheira de seu avô
e começou uma aventura pela mata, sentia-se um bicho
ligou um velho rádio de pilha que levou na mochila, iam ouvindo cantando as que saiam meio canções falhadas
seu cabelo arrumado pela manhã por sua mãe ganhou um ar mais natural e selvagem
após a caminhada, sentaram-se embaixo de uma grande árvore e logo deitaram
sentindo o sol penetrar pelas frestas das folhas
ali, laís comia as bolachas e ria dos barulhos feitos por sua barriga
quando as vozes do rádio já não estavam mais funcionando era hora de voltar, um despertador eficaz
o vento começava a causar frio e alguns arrepios
''a tarde poderia ter sido mais produtiva se tivéssemos trazido rômulo com sua flauta''
o fogão foi aceso, elas estavam quase aquecidas, os pés de laís foram parar numa
bacia de água quente e frida pendurada num varal, continuava sorrindo
laís estava fazendo um café e colocava o nariz perto na fumaça para sentir o aroma
deitou-se para esperar a mãe, pensando o que inventaria se frida não secasse até o outro dia
é sempre bom ter alguém de carne e osso caso seus recursos se esgotem
mas esqueceram de ensinar a laís que a imaginação nem sempre basta
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